Séries e TV

The Oath | Série com Sean Bean e Ryan Kwanten reprisa códigos conhecidos com dignidade

Série do Crackle já está disponível
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A sequência que abre a estreia de The Oath talvez seja uma das melhores do gênero das séries policiais; e ela também ajuda muito a explicar praticamente toda a premissa. Na cena, um grupo de ladrões invade um banco, aterroriza e rouba. Uma funcionária consegue chamar a polícia e quando os ladrões saem, dão de cara com a policial Karen (Katrina Law). A cena quase congela por um segundo, até que os ladrões entram no carro, trocam suas roupas de bandidos e por baixo há todo o uniforme da polícia. Em segundos eles saem do carro e quando o resto da polícia chega, agem naturalmente como se tivessem acabado de chegar ali.

Aqueles quase cinco minutos de sequência inicial resolvem muito do que The Oath quer transmitir de sua dramaturgia. Essa é uma série sobre um grupo de policiais que formam uma gangue chamada The Ravens. Essa sequência, contudo, não é exatamente original – como tudo em The Oath, aliás. É como se a série tivesse sido construída calculadamente com todos os elementos mais óbvios do mercado, o que não a impede de ser muito bem feita. Todo o trabalho envolvendo a linha criativa tem fontes de inspiração involuntárias, mas que não podem ser ignoradas na avaliação do produto final.

The Oath tem Steve Hammond (Ryan Kwante) como protagonista e dentro da premissa da série ele é quem mantém toda a atividade criminal calculadíssima. Aquela vida de administração de tensões, entretanto, está colocando-o no limite da paciência, principalmente depois que o temperamento insuportável do irmão Cole (Cory Hardrict) os coloca em maus lençóis. Tudo fica muito pior quando o FBI os encurrala e os obriga a aceitar um acordo indecoroso: eles permanecerão soltos, mas vão incorporar um outro membro à equipe (um agente do FBI) e ele conhecerá a rotina da organização criminosa, coletando o máximo de informações sobre a engrenagem sustentada por Steve.

Escudos

O maior equivalente de The Oath é a série The Shield, estrelada por Michael Chiklis e que tinha uma premissa muito parecida. Até mesmo a história do piloto é semelhante. A linguagem visual de The Shield, a tensão constante, são elementos perceptíveis na gênese de The Oath, que tem, enfim, um diferencial importante: Joe Halpin, criador do programa, trabalhou por 17 anos na polícia de Los Angeles e durante 12 desses anos foi um agente infiltrado em uma dessas gangues. Se The Oath for fazer a diferença, ela o fará incorporando essas experiências ao texto.

A história ainda se desdobra na direção de outro núcleo que é comandado pelo pai de Steve, vivido por Sean Bean. O homem está preso, tem uma série de acordos envolvendo-o e mesmo da cadeia consegue afetar imensamente as vidas dos filhos. O roteiro até exagera um pouco na forma como quer transmitir a soberania do personagem, mas nesse tipo de dramaturgia tudo é sobre o quão atrevidas podem ser aquelas pessoas cercadas de crime. E o roteiro não dá um passo que não seja calculado para fisgar o espectador que curte esse tipo de história cheia de tensão e violência.

Bem atuado, dirigido e com uma premissa bastante aceitável, The Oath tem tudo para ficar bastante tempo no ar. Não vai oferecer nada de revolucionário, mas vai entreter de forma digna os seus espectadores.

A série começou a ser exibida no Brasil em 6 de abril, liberando no Crackle (serviço de streaming da Sony) 3 episódios seguidos, com um novo a cada sexta-feira.

Assisti o primeiro episódio e não me fisgou. Premissas que já vi tantas vezes, já assisto Shades of Blue (JLo) e tá bom.

Fica a pergunta: Quando o personagem do Sean Bean morre?

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